Brasil é 4º em ranking de construções sustentáveis

redacao
in 23/07/12 by redacao

Estudo realizado pelo órgão internacional Green Building Council (USGBC) aponta que o Brasil ocupa a 4ª posição no ranking mundial de construções sustentáveis. Na liderança estão os Estados Unidos, com 40,2 mil construções, seguido pela China, com 869, e Emirados Árabes Unidos, com 767.

De acordo com a pesquisa, o primeiro prédio sustentável registrado no Brasil foi erguido em 2004, mas só a partir de 2007 os empreendimentos ganharam força. Até abril deste ano, dos 526 empreendimentos sustentáveis, 52 foram certificados e 474 estão em processo de certificação.

A tendência é de franco crescimento desse tipo de construção, uma vez que o conceito se transformou em um dos maiores apelos do setor imobiliário e também do governo, por conta da comprovada eficiência na redução de custos operacionais para quem ocupa os novos prédios sustentáveis.

Uma empresa instalada num prédio desses gasta menos com energia, reutiliza a água, diminui os resíduos e tem a manutenção predial facilitada. Estima-se que a redução média assegurada por esse tipo de construção chegue a 30% no consumo de energia e a 50% nos gastos com água. O custo operacional fica entre 8% e 9% mais barato do que a manutenção de um prédio convencional.

Nessa linha, o governo federal tomou a decisão de ampliar o uso de técnicas e materiais sustentáveis nas obras públicas, principalmente no programa Minha Casa, Minha Vida, que é orientado pelo Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Hábitat, que estabelece o uso de materiais de construção produzidos conforme rígidas normas técnicas, como madeira de origem legal, e a contratação de construtoras certificadas.

A medição individual do consumo de água e energia em cada unidade habitacional, o plantio de uma árvore por unidade e o uso de aquecedor solar nas casas são requisitos para esses empreendimentos, que atendem famílias com renda inferior a R$ 1,6 mil. O programa prevê ainda ações de caráter socioeducativo para assegurar a autonomia das famílias e a participação dos próprios moradores para garantir a sustentabilidade dos conjuntos habitacionais.