Brasileiro quer ser o primeiro a voar de parapente do Everest
Por Jamie Jubon
O sucesso sem precedentes da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 superou as espectativas da população britânica. 29 medalhas de ouro, 17 de prata e 19 de bronze asseguraram a melhor participação olímpica na história do esporte britânico.
Mas não apenas o sucesso esportivo foi tão notável. No decorrer das duas semanas de jogos, a capital britânica, e a maioria do país, foi atingida pela febre olímpica e muitos puderam observar que o equipe da Grã-Bretanha teve um impacto social extremamente positivo sobre a população.
Inglaterra, Escócia País de Gales e Irlanda do Norte se uniram como um só. Os londrinos são vistos como tímidos e reservados, mas desconhecidos conversavam nos transportes públicos, atualizando-se com o que acontecia no Parque Olímpico. Existe um sentimento de orgulho pelo país neste momento em que somos testemunhas.
Sendo eu mesmo um fã do esporte britânico, me acostumei com desapontamentos e insucessos. Para deixar isso claro: nós não somos acostumados a vencer. Já se passaram 50 anos desde que ganhamos o título máximo do futebol. Em 1936 foi a última vez que tivemos um vencedor de Grand Slam no tênis. As 19 medalhas de ouro da Grã-Bretanha em Pequim 2008 foi um grande acontecimento, mas inacreditavelmente foi o melhor resultado desde 1908.
Isso que faz as conquistas dos atletas britânicos neste verão tão satisfatórias para as pessoas deste país. Apesar dos inúmeros fracassos esportivos ao longo dos anos, a obsessão nacional pelo esporte não diminuiu. Na verdade, provavelmente se tornou ainda mais intensa. Pode ser um pouco duro, mas pode-se dizer que quanto mais você perde, mais você quer ganhar.
Como resultado do sucesso do time britânico, tem havido uma enorme onda de emoção fruto do cumprimento das esperanças e sonhos do público. Foi um grande sucesso em Pequim quatro anos atrás com a conquista de 19 medalhas de ouro, mas isso não foi tão celebrado. No entanto, desde o anúncio, em 2005, de que Londres iria receber os Jogos Olímpicos de 2012, tudo neste país foi feito visando a participação nos Jogos, assegurando que fariamos justiça na contagem final de medalhas.
Alguns temeram que tivéssemos atingido o auge muito cedo em Pequim. Na verdade, foi apenas uma indicação inicial de que os investimentos feitos no esporte britânico trariam frutos. Antes do início dos Jogos, o Reino Unido planejou o financimento de atletas da Grã-Bretanha. Impressionantes 53 milhões de libras foram investidas apenas em ciclismo e remo. O resultado foram sete medalhas de ouro no ciclismo, quatro no remo e 18 medalhas no total dos dois esportes.
As intermináveis horas de treinamentos nos meses e anos que antecederam os Jogos sem dúvida foram essenciais para os atletas britânicos, mas o suporte do governo para o esporte não pode ser ignorado ao se analisar o sucesso em Londres 2012. Seb Coe, o homem que ajudou a trazer a Olimpíada para Londres, fez prometeu garantir financimento no esporte britânico. Ele certamente cumpriu essa promessa.
Vai ser difícil para o Brasil igualar os resultados esportivos da Grã-Bretanha, uma vez que a tocha agora está nas mãos do Rio de Janeiro para os Jogos de 2016. Mas, se o governo brasileiro puder dar para o esporte do Brasil o mesmo suporte que o governo britânico, então nada é impossível.
Existe uma premiação anual na Grã-Bretanha para o mais bem sucedido esportista do ano. Normalmente, há apenas um ou dois candidatos favoritos. Neste ano o ciclista Bradley Wiggins, o duas vezes medalhista de ouro Mo Farah, a campeã do heptatlon Jessica Ennis e o tenista medalhista de ouro Andy Murray serão nomeados. Terão vários outros também, e escolher um vencedor será tão difícil quanto trazer o público britânico de volta para a Terra depois deste verão incrível.



















