Dilma mantém críticas em visita a Washington

The Brazilian Post
in 10/04/12 by The Brazilian Post

Presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante encontro na Casa Branca (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)

Para quem insistiu no boato das últimas eleições que afirmavam que a presidente Dilma Rousseff não poderia entrar nos Estados Unidos, foi surpreendido no último final de semana: Dilma visitou a terra do Tio Sam. Entre os compromissos, a presidente conversou com empresários, estreitou relação do programa Ciência Sem Fronteira, recebeu a notícia de que o Brasil terá mais dois consulados americanos e, na segunda-feira (9), encontrou-se com o presidente Barack Obama.

Consulados

Duas novas unidades do Consulado dos Estados Unidos foram anunciadas. A previsão é que a partir de 2014 em Belo Horizonte e Porto Alegre, já estejam com os consulados funcionando. Hoje, no Brasil, a Embaixada dos Estados Unidos fica em Brasília e há consulados na capital federal, no Rio de Janeiro, em Recife e em São Paulo. A negociação para o fim da exigência de vistos obrigatórios para brasileiros que desejam ingressar nos Estados Unidos não passou de pauta, nenhuma decisão oficial foi tomada.

 Pelos dados do governo dos Estados Unidos, nos últimos cinco anos, os pedidos de vistos de não imigrantes aumentaram 230%. Apenas em 2010, o Consulado Geral em São Paulo emitiu cerca de 320 mil vistos. É o maior número de vistos já concedidos em qualquer seção consular dos EUA no mundo.

Encontro com Obama

No encontro com o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, a presidenta Dilma Rousseff criticou a política de expansão monetária adotada pelos países desenvolvidos com o objetivo de sair da crise que abalou a economia internacional. Dilma disse que essas políticas provocam desvalorização das moedas, entre essas o dólar, e acabam dificultando o desenvolvimento econômico dos países emergentes. A dirigente já usou o termo “tsunami monetário” como metáfora para a situação que o Brasil enfrenta.

Repercusão

A conservadora revista inglesa The Economist publicou um texto sobre a visita de Dilma a Washington. Com ponto de vista diferente da imprensa brasileira, a revista aponta alguns questionamentos iniciais como: “nunca os Estados Unidos se interessaram tanto pelo BR e nunca o BR se interessou tão pouco pelos EUA como agora”.

Enquanto algumas análises da grande mídia brasileira enfatizavam que “visita de Dilma repercute pouco na grande imprensa dos EUA”.